Escrito por R. J. Ellory, “Uma crença silenciosa em anjos” narra a trajetória de Joseph Vaughan, um garoto de apenas 12 anos (em 1939) que se depara com uma série assassinatos na pacata cidade onde mora, localizada no interior da Geórgia. Joseph se sente responsável por cada menina assassinada brutalmente e resolve criar, com alguns amigos, um grupo denominado “Os Guardiões” para tentar evitar que o crime volte a acontecer. Ao longo de uma década mais meninas morrem e, mesmo quando os assassinatos pareciam ter acabado, o passado volta ao encontro de Joseph destruindo mais uma vez a sua felicidade. “Uma crença silenciosa em anjos” é uma romance eletrizante e, ao mesmo tempo, emocionante, cheio de acontecimentos que não deixam a leitura monótona em nenhum momento. Ellory conseguiu transmitir todo o sentimento de Joseph Vaughan para o leitor, que sofre junto com o personagem e torce pelo seu sucesso. Sobre o autor: Nascido em Birmingham, na Inglaterra, Ellory ficou órfão aos 7 anos. Cresceu em internatos, até que, aos 16 anos, foi acolhido por um dos avós. Aos 17, cumpriu pena por roubo. É casado e tem um filho. Outras obras: Candlemoth, Ghostheart, A Quiet Vendetta, City of Lies e A Simple Act of Violence, obra mais recente.
Não sou mal educada.
Não sou grossa.
Muito menos sou metida.
Justificativas?
Sim.
Por que?
Simples.
Eu não tenho cara de gaveta de arquivo-morto (é com ou sem hífen?), pra pegar tudo quanto é tipo de papel que as pessoas dão na rua. É na passarela, no ponto de ônibus, na entrada da faculdade, na porta do banheiro... dentro do banheiro! Em tudo quanto é lugar tem alguém com a mão esticada nos oferecendo um papel de não sei sobre o que, sem nem nos dar um sorrisinho que tente nos convencer a pegá-lo.
É churrascaria que está em promoção, mãe-de-santo que traz o amor de volta em até 3 dias úteis (como se fosse um acerto bancário), alguém que sofre de uma grave doença e precisa da mínima ajuda que seja, transporte escolar, chopada, forró, e não sei mais o que! Dou um sorrisinho mais educado do que simpático, levanto meu dedinho indicador e digo (na verdade dublo): não.
Posso passar por chata o quanto for, me ache antipática quem quiser. Melhor não pegar do que nem olhar pra cara de quem está entregando o papel, aceitar o 'bendito' num gesto robótico, dar dois passos e meio e depois jogá-lo na rua. Aparentemente é um assunto fútil a ser tratado, mas até a futilidade sabe ter a sua importância.
Falsa educação, pra mim, é o fim!
Não é nada educado fazer pouco caso de alguém que está no sol quente ou debaixo da chuva, fazendo um trabalho que, além de parecer super entediante, muitas vezes (quase sempre, na verdade),incomoda quem está com pressa ou simplesmente não gosta mesmo dessas coisas (como eu). E quem trabalha assim, sem dúvida, sabe que é um saco pra quem está passando
na rua e acaba virando alvo. E pegar o papel por educação, continuar conversando no celular ou com a pessoa que está do lado e jogá-lo na rua é puro descaso, é como dizer: 'ó, peguei viu, mas quero ler não, foi só por educação'. Nesses casos (acho que em muitos outros também), um não dublado sabe ter muito mais um tom de explicação do quem um sim que as pessoas dão por pura e simples obrigação.
A convivência é algo difícil.
Dificílimo!
Nem todo mundo entende que nem sempre dá pra estar com um sorriso estampado na cara, nem todo mundo sabe dizer não, nem todo mundo sabe escutar um não. Mas, pior que ouvir um NÃO aparentemente arrogante, é receber um SIM hipócrita. Por isso, não sendo mal educada, grossa e metida, vou continuar sem receber os papéis que me dão na rua, sem agradecer ao motorista quando eu descer do ônibus, caso ele não faça por mim algo além da sua obrigação (dirigir o ônibus!), dizendo 'bom dia', 'boa tarde', 'boa noite' e 'obrigada' quando eu realmente sentir vontade. Porque a convivência vai muito além de frases prontas que aprendemos desde o maternal. Está pra lá de um sorriso sincero, do respeito ao espaço do outro, de uma ajuda espontânea, de não obrigações. Somo sim obrigados a conviver com o outro, afinal, não temos um mundo particular e a sociedade é isso mesmo: um nicho de pessoas diferentes, que precisam saber viver juntas. E quão gostoso é quando tornamos
a convivência pacífica. Mas essa convivência não precisa, de maneira alguma, ser artificial. Sejamos espontâneos. Ouvir frases prontas que muitas vezes são ditas com uma cara amarrada é muito desagradável.
Não quer dizer 'bom dia'? Finja que não me viu, ou olhe pra mim e não diga nada mesmo.
Mas não me cuspa um "bomdi", que mal dá pra ser escutado.
Não peça pra segurar as coisas de quem está em pé do seu lado no ônibus lotado num tom de quem torce pra ouvir um "precisa não, 'brigado''. Não ofereça alguma coisa que está comendo falando repetidas vezes que está morrendo de fome, já pra pessoa não aceitar. Não fique pedindo as coisas, ser pidão é muito feio. Não ria de uma piada sem graça só pra tentar ser bonzinho.
Sejamos espontâneos.
Sejamos sinceros.
O meu encanto com os novos meios de comunicação vem aumentando exponencialmente desde que comecei a descobri-los e testá-los, seja como ferramenta de trabalho ou para uso pessoal. Dessa forma, mesmo com pouca experiência, eu já pude perceber que o estreitamento entre “você e o que você quer alcançar” que as novas mídias proporcionam é sensacional! Estou falando de ferramentas como o Twitter, Orkut, Blog, MySpace. Facebook....e tantos outros sites de relacionamento que chegaram para ficar. Certamente, não faço parte de nem metade deles, mas já estou convicta do bom efeito que podem proporcionar.
Mesmo sabendo que existe, hoje é difícil acreditar que alguma pessoa ainda não faça parte do Orkut, por exemplo. Imagine então a grande quantidade de informações válidas que podem estar circulando por lá enquanto você lê esse texto e, conseqüentemente, o quanto que você pode interagir com o seu público alvo estando conectado com essa ferramenta. É uma comunicação direta e clara, que pode ter resultados super eficientes, afinal, o retorno também é instantâneo. Imediatamente você fica sabendo o que agrada ou não, basta apenas postar a idéia que deseja passar nos fóruns das comunidades e esperar as respostas, por exemplo. Seguindo a mesma linha, (talvez até mais eficiente quando se trata da transmissão de informações) o Twitter possui uma utilidade especial e importante, dependendo, claro, do propósito de quem está conectado. A idéia de poder seguir e acompanhar quaisquer novidades de outros veículos de comunicação, como os jornais, ou de pessoas com opiniões relevantes, é interessantíssima para quem quer se manter atualizado a qualquer hora do dia de maneira prática, sem precisar ficar visitando site por site. Esses dois exemplos citados já conseguem refletir que a grande quantidade de acontecimentos, em conjunto com a necessidade de está constantemente por dentro de todos eles, exige justamente essa interatividade que vem sendo proporcionada pela rede. Então, cabe a nós, participantes de uma sociedade moderna, nos adaptarmos a estas novas ferramentas e tentar usurfluir destes da melhor forma possível. Afinal, como diria minha professora de Web, quem não está na rede não existe ou não merece existir!
Michael Jackson morreu: Nossa que acontecimento! Dois dias depois: Michael Jackson, antes pedófilo, era o melhor homem e artista do mundo! Sete dias depois: Michael Jackson morreu. Ok, Eu já sei. Treze dias depois: Velório e enterro de Michael Jackson. Sim! Eu não agüento mais ouvir falar dele!
A primeira notícia sobre a morte de Michael Jackson, no dia 25 de junho, criou um grande impacto sobre a população mundial. De repente, todos os meios de comunicação só falavam nisso. Claro, o que mais alguém poderia esperar? Michael Jackson morreu! Devo ressaltar que tenho o maior respeito por esse saudoso artista, mas, o apelo que a mídia fez em torno da sua morte foi além dos limites da minha imaginação. Por toda a minha vida as únicas reportagens que eu ouvia sobre Michael dizia respeito ao seu nariz, sua cor, suas inúmeras plásticas e ...vejam só, sobre pedofilia! Agora, depois da sua morte repentina, ele simplesmente virou um homem “sem pecados”. A pessoa mais humana do mundo, o filho sofrido, o melhor e mais versátil artista de todos os tempos, o insubstituível. Durante esse período (descoberta da morte: 25/06/09 - velório: 07/07/09) inúmeras reportagens falando sobre a sua instantânea passagem pelo Brasil (que pareceu tão longa agora) mapearam cada local que ele passou e cada pessoa com quem ele teve contato. Essa é a hora de aparecer, de tirar proveito da morte alheia. Todos falavam com tanta emoção, mostrando tanta saudade....mas saudade de quem?? Do pedófilo, do homem que não quis aceitar sua própria imagem? Não, agora eles mudaram o discurso. Eu concordo que falem sim, da sua vida artística, da sua dança, da sua voz, das suas invenções. Isso nós poderíamos julgar. Mas não falem da pessoa que foi Michael Jackson, soa muito falso. Diferente do depoimento de Paris, filha de Michael, que provocou verdadeira emoção. Ela falou com o coração, ela viveu ele. Nós não. Nós só conhecíamos o que a mídia queria passar.
P.s.:Porque essas tantas homenagens e manifestações de carinho não foram prestadas enquanto ele ainda estava vivo? No aniversário dele, talvez. Por que temos que esperar que alguém morra para só depois “santificar”?
A mídia é um grande mercado. É uma verdadeira vitrine onde expomos as notícias como peças ou não em promoção, onde damos mais valor a um caso do que a outro. E o que nós queremos é dar destaque justamente ao produto mais caro e valorizado no momento, é isso que vende. É isso que chama a atenção, que move a opinião pública, que vira assunto na boca de todo mundo, até do cara que serve a cerveja no bar do seu Zé. E o que está vendendo hoje? Michael Jackson. Correção... saudoso Michael Jackson.
Ele sempre vendeu, claro. E muito! Seja como o grande cantor e dançarino que foi desde criança, como a personalidade polêmica, envolvida em suspeitas de pedofilia, ou como o comprador compulsivo. Michael foi um mito. E continuará sendo. Mas o que está em questão aqui não é o talento do nosso grande astro, sua vida cheia de altos e baixos e sua personalidade digna de uma análise psicológica, embora eu acredite que nada disso seja capaz mesmo de dizer quem uma pessoa realmente é (ou, no caso, foi). Vamos aos fatos. Ou melhor... às pessoas que narram (e até mesmo criam) os fatos.
Há seis anos atrás, Michael Jackson aparecia na mídia como o artista decadente, que passou por dezenas de plásticas (embora ele tenha dito que fez apenas duas no nariz)- o que mais se viam na época eram fotos com a cronologia da face do cantor-, como o pai louco que segurou o filho pela janela e como o acusado de abuso sexual contra menores. Se estou defendendo ele? Não, não estou. Só estou querendo chegar à comparação notícia=produto, que é o que interessa ao mercado midiático. Tecer críticas ao cantor era o que vendia na época, expor sua vida a análises de especialistas era o que rendia, o que caía no interesse popular. E assim foi. Hoje, com a sua morte, o destaque é dado ao seu trabalho (muito merecidamente, diga-se de passagem), havendo uma ou outra citação (superficial, diga-se também de passagem) às polêmicas em que ele se envolveu. Me diga: que jornalista é louco, a essa altura do campeonato, onde um número incontável de fãs lamentam a perda do eterno Rei do Pop, de cair matando em cima da sua figura e recordar não apenas a sua admirável ascensão artística, mas também dar um belo destaque aos seus fracassos? O que está vendendo no momento são as edições sentimentais do sucesso precoce do cantor, o seu auge, a maneira ofensiva como o seu exigente pai lhe tratava, os incontáveis LPs, CDs, DVDs, e tudo mais que surgiu com a evolução tecnológica, que ele vendeu. O que está vendendo hoje, seja nas passarelas e nas ruas de Salvador, pelos camelôs com seus muitos produtos piratas, é a imagem de um artista único (e realmente foi, sempre será), que levou multidões ao delírio, que saiu de uma infância pobre para ocupar o posto de Rei do Pop, com seu estilo de dançar e cantar singulares, embora imitados por muitos. Quando um grande artista morre, as lembranças que ele deixa (ou que são recordadas pela mídia) são sempre as melhores possíveis. Que sejam citados suas derrotas, seus vícios, seus momentos de loucura, mas que tudo isso seja seguido de um belo textinho que fala de luta e superação. Não querendo que a mídia faça críticas aos mortos, até porque cada qual tem o direito de defender-se, mas que simplesmente ela não dê uma de Papa e saia por aí ‘santificando’ todo mundo, só porque é isso que vende. E que não passe mais de uma semana batendo na mesma tecla, dando destaque sempre ao mesmo assunto, mais uma vez, porque é isso que vende. As pessoas precisam saber sobre a economia e a política do país, sobre o que está sendo feito com o seu dinheiro, sobre as notícias internacionais que possuem interferência nos assuntos nacionais. Mas isso é pouco, isso não vende tanto como a morte de um artista idolatrado por pessoas de praticamente todos os países do mundo (a não ser que venha envolvido com uma boa dose de escândalo, como os já famosos mensalões). Por isso, o que tem passado incessantemente nas rádios, nas revistas, na internet, na televisão e tudo quanto é forma que há de mídia, é o caso Michael Jackson. É a emoção sobre sua morte, seu velório que demorou não sei quantos dias para finalmente acontecer e que foi apresentado como um grande show. Uma tentativa de conforto da mídia para com os fãs? Não, não se engane. They don’t care about us.
Não, eu ainda não sou mãe, mas passar alguns lindos dias com meu sobrinho, que acaba de completar um mês de vida, me fez ter certeza de quão precioso é esse momento. A evidente dependência que ele apresenta torna-nos importantes e úteis. Acordar de três em três horas durante a noite não é nada! Apenas olhe para o berço, enxergue aquele ser magnífico que transmite paz mesmo chorando e que renova nossas energias quando está dormindo. É dessa forma que nós conseguimos começar tudo de novo, com uma rotina cansativa, porém, prazerosa. Lindo é ver aqueles olhinhos brilhando, aquela boquinha pequenininha, a mãe e o pai discutindo para definir com quem ele parece mais! Tudo isso é lindo! Vamos dar um “viva!” à máquina digital que nos permite registrar cada momento e guardá-lo para sempre! Os momentos são únicos. Como alguém pode não apresentar a mínima vontade de passar por essa experiência? Difícil é mesmo! Mas, pior ainda deve ser não ter a oportunidade conhecê-la. Obrigada por já existir Samuel e por me deixar estagiar com você! rsrsrrsrsrs